O Brasil está em um momento de fortalecimento de sua infraestrutura logística, com destaque para os modais hidroviário e portuário. Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, atualmente utilizam-se cerca de 20 mil km navegáveis comercialmente; há estimativas que esse número possa subir para 42 mil km, quase dobrando o alcance do modal hidroviário.
No âmbito portuário, os dados recentes mostram recordes expressivos: em julho de 2025, os portos brasileiros movimentaram 124,7 milhões de toneladas de carga — um patamar jamais visto. A combinação de terminais privados e investimentos em infraestrutura têm impulsionado esse crescimento.
No Porto de São Francisco do Sul (SC), o tempo de espera de navios que transportam fertilizantes caiu de 28 dias (março) para 8 dias (junho) — uma queda de ~70%. Esta mudança foi atribuída a novas normas internas que conferem prioridade a esses navios em um dos berços do terminal. Esse tipo de ação reduz custos logísticos para o setor agrícola, que depende fortemente desses insumos.
O governo federal continua estimulando projetos de concessão portuária. Estão previstos mais de 60 leilões até 2026, com investimentos somando cerca de R$ 30 bilhões, para modernizar portos e terminais do país.
Consolidar esse momento exige sinergia entre investimentos públicos e privados, regulação eficaz e acompanhamento das necessidades do setor produtivo. Se as hidrovias alcançarem seu potencial pleno e os portos continuarem sua modernização, o Brasil poderá reduzir custos logísticos, tornar-se mais competitivo internacionalmente e apoiar o crescimento sustentável do agronegócio e da indústria.